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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

MULTIFUNCIONAIS PARA CORRER

Trabalhe postura, força e coordenação motora para ganhar eficiência nas passadas.


Os exercícios funcionais colaboram para que os movimentos da corrida sejam feitos corretamente. “As séries visam melhorar o controle da posição e o movimento do tronco sobre a pelve e os membros inferiores, permitindo uma ótima transferência da força”, explica Jacqueline Bittencourt, professora do Espaço Nirvana e especialista em treinamento funcional.





"Os funcionais reeducam a contração muscular de forma dinâmica e têm como vantagem exercitar diversas aptidões ao mesmo tempo. Um movimento é capaz de melhorar coordenação motora, força e resistência, aumentando a capacidade do músculo em tolerar cargas”, diz Maurício Garcia, fisioterapeuta do Instituto Cohen e membro do Centro de Traumatologia do Esporte da Unifesp. “Mas a musculação continua sendo importante para educar o corpo a disponibilizar energia para a força durante a corrida”, alerta Garcia.

Por que optar pelos funcionais?

O treinamento funcional ativa a musculatura estabilizadora do corpo, não restringindo o trabalho aos grandes grupos musculares. Com isso, previne lesões, melhora o suporte aos impactos e aprimora a coordenação motora, proporcionando maior conforto para o movimento dos braços durante as passadas. Devido ao fortalecimento do core, pode eliminar as dores na região lombar. “Os exercícios fortalecem a musculatura que não está diretamente envolvida na corrida e melhoram a consciência corporal, o equilíbrio e a postura, o que ajuda a corredora a ganhar confiança no seu desempenho”, completa o treinador Paulo Rennó, diretor-técnico da assessoria esportiva homônima.

Os exercícios visam melhorar a capacidade de controlar a postura e o movimento do tronco sobre a pelve e sobre os membros inferiores, aperfeiçoando a transferência de força e potencializando os gestos da corrida. Muitos dos movimentos trabalham com instabilidade, tonificando estruturas do corpo não trabalhadas com a musculação tradicional e fortalecendo a região do core. “O treino é lúdico, dinâmico e tem um gasto calórico elevado”, ressalta Jacqueline Bittencourt.

O circuito de funcionais é composto por exercícios de força e explosão, o que provoca uma elevação da frequência cardíaca, promovendo adaptação cardiopulmonar. É indicado praticar os movimentos, de uma a três vezes por semana, sendo que cada sessão deve incluir pelo menos três exercícios para membros superiores. Também é recomendado sempre alongar as musculaturas da região cervical (pescoço) e os ombros antes e depois da prática.


Fonte:http://www.suacorrida.com.br/trabalho-muscular/multifuncionais-para-correr/

terça-feira, 10 de julho de 2012

O prazer da endorfina

Entenda os efeitos que a substância liberada durante a corrida provoca no organismo e porque ela torna a atividade física um “vício” .

Por Fausto Fagioli Fonseca

Você já deve ter ouvido que praticar um esporte como a corrida pode ajudar na melhora física e mental. Já deve ter ouvido também que a atividade física dá aquela sensação de bem-estar logo após a sua prática. Isso tudo tem explicação científica. Trata-se da endorfina.

O termo endorfina se origina das palavras endo (interno) e morfina (analgésico), e trata-se de um neuro-hormônio endógeno (produzido pelo próprio corpo), da glândula hipófise. A endorfina traz vários benefícios para o nosso corpo, como aumento de disposição, melhora no sistema imunológico e alívio de dores.





“A endorfina é o que chamamos de neurotrasmissor, ou seja, é uma substância produzida pelo cérebro através do estímulo de exercícios físicos aeróbios, que modula dor e estresse. Regula a utilização de carboidratos como forma de energia, estimulando a queima de gordura corporal como forma de energia”, explica Páblius Staduto Braga da Silva, médico do esporte do Hospital 9 de Julho, que completa.

“Sua liberação através do esporte propicia o aumento da disposição física e mental, dá a sensação de bem-estar, alivia as dores, melhora a resistência física e a tolerância ao esforço fisico, melhora o humor etc”.

A corrida e a endorfina



Por mais cansativo e doloroso que tenha sido o treinamento, ou até mesmo a prova, é comum que os corredores, logo após terminarem o exercício, sintam uma sensação de satisfação, de alegria. Isso também se explica cientificamente.


Um estudo recente da Universidade de Bohn, na Alemanha, analisou o cérebro de 10 corredores antes e depois de uma corrida de duas horas de duração. Imagens captadas da região mostraram áreas ligadas à emoção que foram ativadas por causa da liberação da endorfina. Os participantes da pesquisa relataram ainda que, após o término da atividade, sentiram um aumento de euforia e de bem-estar.


“A corrida ajuda sim na liberação de endorfina, principalmente por ser uma atividade aeróbia, ou seja, de média intensidade e de longa duração. Após 30 minutos de atividade o corpo começa a liberar este hormônio, que está ligado à sensação de prazer por causa da ação cerebral.”, comenta Staduto.


A endorfina vicia?



Depois que começam a correr, muitos atletas dizem que não conseguem mais parar. E ainda vão além, se dizem “viciados” pela atividade. Isso é natural, já que uma vez que o organismo se acostuma com as boas sensações geradas, isso gera uma espécie de dependência, ou seja, o corpo sente falta das substâncias liberadas pelo exercício, como a própria endorfina.


“A prática de atividades promove a liberação dessa substância, que é uma espécie de ´droga natural´. Por ser produzida pelo próprio organismo, a endorfina é benéfica e funciona como um anestésico natural, que diminui a dor após uma determinada carga de exercícios”, afirma Maurício Pires de Albuquerque, psicólogo clínico e esportivo e professor de Psicologia Esportiva do IEFD/UERJ.


“De certa forma, podemos dizer que a endorfina é viciante sim, já que a falta do exercício físico por alguns dias, quando se está em um treinamento, pode levar à sensação de desconforto, mau-humor e cansaço. Prontamente as boas sensações retornam após reiniciar o programa de treinamento. É o ´sentir falta do exercício´”, completa Staduto.


Fonte: http://o2porminuto.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idMateria=3558